RELATÓRIO DE GESTÃO E CONTAS ‘12
GOVERNO SOCIETÁRIO E
COMPLIANCE
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• Desenvolver e atualizar as ferramentas de controlo
dos riscos prioritários;
• Dinamizar a promoção de uma cultura de gestão de
risco em toda a organização.
Do conjunto de riscos a que a atividade da ANA, S.A.
está exposta foram identificados seis riscos prioritários,
ou seja, riscos cujo potencial impacto é significativo
na situação financeira da empresa e na consequente
capacidade de a ANA, S.A. atingir os seus objetivos
estratégicos, e que a seguir se caracterizam:
• Risco do Negócio Corrente, associado à variação
não expectável dos diferentes
drivers
do negócio,
com impacto em termos de custos e receitas;
• Risco dos Grandes Projetos de Investimento, asso-
ciado ao desvio no custo e no tempo de execução
desses projetos;
• Risco do Modelo Regulatório, associado à regulação
aprovada através do Decreto-Lei n.º 217/2009,
de 4 de setembro. A nova regulação económica
estabelecida no Contrato de Concessão determina
a reavaliação deste risco prioritário;
• Risco Financeiro (incluindo o de liquidez), associado
ao aumento não expectável do custo da dívida com
origem no aumento da taxa de referência ou no
spread
, risco associado à escassez de liquidez para
garantia da gestão financeira a curto prazo;
• Risco de Crédito, associado ao não cumprimento do
pagamento dos montantes em dívida por parte dos
principais clientes;
• Risco de Eventos Disruptivos, associado a aconte-
cimentos cuja realização tem forte impacto na
procura (ex: a dependência de cada aeroporto dos
seus principais operadores).
A ANA, S.A. continuará ainda a assegurar a gestão dos
riscos associados aos domínios nos quais a empresa se
encontra certificada, cujos processos integram iniciati-
vas próprias de gestão de risco (Ambiente,
Security
e
Safety
, Qualidade e Segurança, Saúde e Higiene no
Trabalho – SSHT). Acresce que a ANA, S.A. assegura
também a gestão de risco no âmbito da Responsabi-
lidade Social e Sustentabilidade.
Ao longo de 2012, para além da continuidade dos
trabalhos associados à quantificação e monitorização
dos riscos prioritários, procedeu-se, no âmbito do
projeto interno do Modelo Integrado de Gestão de
Risco (MIGR), à sistematização global da matriz de risco
e à formalização, para cada um dos diferentes riscos,
dos fatores de risco associados; do seu responsável;
da periodicidade da sua monitorização e respetivos
indicadores; dos limiares de risco e das medidas de
mitigação a adotar, como base para a reflexão futura
relativa à definição do
framework
de risco da ANA, S.A.
e à articulação das diferentes iniciativas de risco que
são levadas a cabo.
A ANA, S.A. promoveu igualmente outras iniciativas no
âmbito da gestão de risco ou com ela correlacionada,
destacando-se, entre estas iniciativas, as seguintes:
• A definição da metodologia de gestão dos riscos
naturais nas infraestruturas aeroportuárias, em
colaboração com o LNEC (Laboratório Nacional de
Engenharia Civil), na sequência de uma solicitação
da ANA àquela entidade, de apoio ao desenvolvi-
mento de uma metodologia e avaliação e minimi-
zação dos riscos naturais nas infraestruturas por
ela geridas. A primeira fase do trabalho constou da
avaliação à qualidade, segurança e vulnerabilidade
das atuais infraestruturas, tendo como piloto o
aeroporto do Porto. A segunda fase incide na iden-
tificação de medidas de minimização dos riscos
naturais depois de feita a avaliação do risco apli-
cando a metodologia acima referenciada;
• Implementação de Planos de Continuidade do
Negócio com o objetivo de dotar a ANA, S.A. de
capacidade de resposta aquando da ocorrência de
qualquer evento disruptivo que possa constituir
uma ameaça ao seu negócio e de a preparar no
sentido de construir resiliência organizacional;