economia mais robusta, capaz de induzir incrementos
no transporte aéreo, o que por sua vez origina um
cash
flow
operacional também mais alto, permitindo
acompanhar eventuais aumentos das taxas de juro.
Destacamos ainda que a tendência atual é de penalizar
o
all-in-cost
dos empréstimos por via do aumento do
respetivo
spread
e das comissões cobradas, facto que
é transversal aos diversos tipos de taxa de juro.
Uma vez que a maior parte da dívida do Grupo se
encontra contratada com o BEI, que prevê a fixação
direta das taxas de juro sem quaisquer custos acrescidos,
o Grupo privilegia esta opção sempre que possível,
tendo sido fixadas ao longo de 2012 as taxas de nove
tranches, que representam à data um total de 45,5
milhões de euros.
Na fixação de taxas de juro sem recurso ao BEI, o Grupo
privilegiará a contratação de instrumentos de cobertura
que cumpram os requisitos da IAS 39.
À luz da IAS 39, a volatilidade associada ao cálculo do
justo valor dos instrumentos de cobertura de risco de
taxa de juro que não sejam IAS
compliant
tem um
impacto significativo na estabilidade dos resultados
financeiros. Valorizando a não existência de fatores
exógenos ao controle da gestão que influenciem o
resultado financeiro, à data de 31 de dezembro de
2012 vigorava apenas um derivado financeiro,
incidindo sobre um montante de dívida na ordem dos
26 milhões de euros, instrumento considerado IAS
compliant
, com um nível de eficácia de cobertura de
100%.
Tratando-se de um negócio de capital intensivo, o
Grupo tem privilegiado soluções de financiamento
dirigidas para a estabilidade dos capitais empregues.
Em 2009, a ANA, S.A. emitiu obrigações no montante
de 100 milhões de euros por um prazo de 4 anos e
assinou com o BEI um contrato no montante de 72
milhões de euros, por um prazo de 24 anos. Estes dois
contratos asseguram o cofinanciamento dos planos de
investimento nos aeroportos de Lisboa, Faro e Ponta
Delgada.
O passivo remunerado de curto prazo registado a 31
de dezembro de 2012 respeita aos reembolsos de
financiamentos com realização prevista até ao final de
2013.
As garantias prestadas pelo Grupo ANA são na sua
totalidade garantias financeiras contratadas com a
banca comercial, sendo as mais expressivas destinadas
a garantir alguns dos empréstimos contratados com o
BEI.
A minimização da afetação de capitais alheios à cober-
tura financeira dos investimentos anuais e plurianuais
tem sido conseguida através do autofinanciamento e
da adoção de uma política de proatividade na captura
de apoios comunitários.
No final do ano a estrutura de capitais empregues no
financiamento da atividade do Grupo assumiu a
seguinte expressão, traduzindo-se num D/E de 1,6:
• Capital próprio: 407.248 mil euros
• Capital alheio: 581.314 mil euros
RELATÓRIO DE GESTÃO E CONTAS ‘12
ANÁLISE ECONÓMICA E FINANCEIRA
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