RELATÓRIO DE GESTÃO E CONTAS ‘12
PERSPETIVAS FUTURAS
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económico que se verifica na Europa e nos EUA,
enquanto mercados destino das suas exportações,
à semelhança do verificado nos anos anteriores.
A zona euro vai continuar a ser a região-problema em
2013, onde a recessão vai regredir mas permanecer.
O FMI espera que a zona euro regresse ao crescimento
em 2014, podendo vir a situar-se em torno de 1%.
O atual foco na consolidação fiscal no curto prazo,
especialmente entre os países desenvolvidos, tem
provado ser contraproducente, atrasando a correção
dos défices e das dívidas soberanas. Nesse sentido, é
expectável que uma das prioridades políticas, já mani-
festada publicamente pelo próprio FMI e pela Comissão
Europeia, seja fomentar o crescimento económico e
potenciar o aumento do emprego.
Para Portugal, ainda sob o Programa de Assistência
Financeira da União Europeia, do Banco Central Europeu
e do Fundo Monetário Internacional, as diversas pro-
jeções apontam para a continuação da recessão com
uma retração da economia próxima dos 2% do PIB
nacional.
Em paralelo com o clima económico, outros fatores
determinantes afetam o desempenho da indústria do
transporte aéreo, como seja o preço do combustível,
os impostos que alguns países decidiram aplicar aos
passageiros do transporte aéreo e o aumento das
tarifas por forma a acomodar os custos acrescidos do
comércio de emissões.
Apesar das perspetivas da IATA, que apontam para um
crescimento do tráfego aéreo mundial de passageiros
na ordem dos 4,5%, a envolvente externa adversa e os
níveis de incerteza elevados exigem ponderação
acrescida e aconselham previsões conservadoras ao
nível do tráfego.
Neste contexto, de acordo com o previsto no seu Plano
Operacional, estima-se que os aeroportos do Grupo
ANA venham a servir cerca de 31 milhões de passa-
geiros, representando um crescimento de 1,6% face a
2012. Os movimentos de aeronaves deverão ultra-
passar os 292 mil e a carga cerca de 138 mil toneladas,
traduzindo-se em crescimentos de 1,2% e 0,6%
respetivamente.
No aeroporto de Lisboa, onde se prevê um crescimento
de 1,5% em passageiros e de 1,4% em movimentos de
aeronaves, o desempenho do tráfego em 2013, apesar
de influenciado negativamente pela situação económica
de Portugal e Espanha, irá beneficiar do crescimento
previsto para os mercados de Brasil e Angola.
Relativamente ao aeroporto do Porto, prevê-se um
crescimento de 2,4% nos passageiros comerciais,
que deverão atingir cerca de 6,2 milhões em 2013,
acompanhados de um crescimento no número de
movimentos de 1,3%. A evolução do tráfego prevista
para este aeroporto resulta da aposta nos mercados
francês, suíço e alemão que em conjunto representam
cerca de 50% do tráfego do aeroporto.
O aeroporto de Faro tem um perfil de tráfego marcada-
mente turístico, apresentando 93% de tráfego
inbound
,
com a operação de companhias de baixo custo a deter
atualmente uma quota superior a 70% do tráfego.
O aeroporto continuará a apostar na diversificação
de mercados emissores, minimizando a dependência do
mercado do Reino Unido. A perspetiva para o próximo
ano aponta para um crescimento dos passageiros de
0,9%.
Para o conjunto dos aeroportos dos Açores estima-se
um crescimento de cerca de 1,1% para os passageiros
e de 0,6% para os movimentos.
No caso do Terminal Civil de Beja espera-se atingir
cerca de 3.700 passageiros em 2013. Trata-se de uma
perspetiva prudente, tendo em linha de conta a reco-
nhecida dificuldade na realização de novas operações.
Ao nível do tráfego nos aeroportos da Madeira
prevê-se que haja uma inversão da prestação negativa.
A expectativa é que os mercados
Schengen
se conso-
lidem e que o mercado britânico, que sofreu uma