2012 | RELATÓRIO DE GESTÃO E CONTAS - page 145

RELATÓRIO DE GESTÃO E CONTAS ‘12
PERSPETIVAS PARA 2013
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15_PERSPETIVAS PARA 2013
É incontornável referir a marca indelével que o ano de
2013 deixará no percurso do Grupo ANA. A assinatura
do contrato entre a Vinci Concessions SAS e o Estado
Português, que teve lugar a 21 de fevereiro de 2013,
representa uma etapa determinante no âmbito do
processo de aquisição das ações da ANA, S.A. por
aquele Grupo. A plena efetividade do contrato agora
assinado deverá ocorrer até ao final do verão de 2013,
após aprovação pelas autoridades europeias da concor-
rência do processo de privatização.
O projeto estratégico do novo acionista, orientado para
afirmação das plataformas aeroportuárias nacionais
como referências internacionais e o seu propósito
de estender a rede de infraestruturas aeroportuárias
a novas geografias, designadamente à América Latina,
África lusófona e África francófona, constituem desa-
fios que o Grupo ANA ambiciona e que está preparado
para, com o apoio do seu acionista, concretizar com
sucesso.
A entrada em vigor do novo modelo de regulação
económica definido no Decreto-Lei n.º 254/2012
de 28 de novembro, com aplicação a partir de 2013,
constitui outro evento de particular destaque para a
economia do negócio aeroportuário e representa um
dos principais pilares da sua sustentação. De assinalar
que este modelo de regulação é aplicado à rede dos
aeroportos do Grupo, materializando dessa forma o
princípio de uma gestão integrada de negócio.
Neste contexto, e apesar das expetativas de que
2013 venha ser o ano de viragem em termos do
crescimento económico mundial, alguns economistas
têm vindo a manifestar preocupação com o facto de
que as estimativas de recuperação a partir do segundo
trimestre de 2013 se venham a revelar demasiado
otimistas.
De acordo com a última revisão efetuada pelo Fundo
Monetário Internacional, um menor crescimento nos
Estados Unidos, uma ligeira contração da zona euro e
um abrandamento da atividade económica dos países
emergentes levarão a economia mundial a crescer
menos do que se esperava para 2013, sendo o valor
estimado para o crescimento do PIB da ordem dos
3,5%.
Não obstante o desempenho das economias emer-
gentes, também estas se ressentirão do abrandamento
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