2_MENSAGEM DO PRESIDENTE
O exercício de 2012 correspondeu, para as empresas do Grupo ANA,
ao fim de mais um ciclo desde que em 1979, ano em que a ANA
Aeroportos de Portugal, enquanto Empresa Pública, convertida em
Sociedade Anónima em 1998, foi instituída com a missão de gerir a
rede dos principais Aeroportos do País.
Concluído o processo de privatização do Grupo, na sequência de um
processo altamente competitivo e bem sucedido que atraiu a
atenção de alguns dos maiores
players
mundiais do setor, a ANA, S.A.
depara-se com novos desafios de dimensão acrescida em relação às
responsabilidades decorrentes da razão da sua constituição.
Se até aqui competia à ANA, S.A. gerir de forma eficaz e eficiente o conjunto de principais aeroportos do País, o
processo de privatização, que determinou como condição precedente uma profunda revisão da regulamentação
setorial que serviu de suporte à contratualização da concessão que lhe foi atribuída, conduzirá a uma alteração
essencial às responsabilidades que lhe são cometidas.
Na verdade, não compete apenas e doravante à ANA, S.A. gerir de forma eficaz e eficiente o conjunto de infraestruturas
que lhe foram concessionadas; o modelo de regulação económica que lhe foi imposto induz um novo paradigma de
intervenção em que sobreleva o seu papel fundamental na dinamização da economia portuguesa, no desenvolvimento
regional e na satisfação do interesse público como condição essencial do seu próprio sucesso financeiro.
De facto, a rentabilidade da empresa estará, no futuro, condicionada não só aos requisitos de disponibilidade e qualidade
de serviço, a preços competitivos, mas também à sua capacidade de fazer crescer o tráfego de passageiros e carga,
fatores decisivos para o crescimento da economia portuguesa, nomeadamente o setor vital do turismo.
A mudança de mentalidades e processos que está associada aos novos desafios já constituía, de
per si
, tarefa de
apreciável dificuldade; os ajustamentos organizativos de adaptação da empresa a um novo modo de operação
exigirão um enorme esforço de todos os seus quadros e colaboradores que terão que adotar uma atitude de melhoria
permanente e de inovação face aos atuais e futuros desafios que se colocam à empresa.
A confiança implicitamente depositada na Empresa e nos seus colaboradores para a realização de tal missão não
resulta, porém ou apenas, do quadro legal e contratual instituído; foi alvo de um escrutínio de grande dimensão e
profundidade a que o processo de privatização a sujeitou. E o resultado final não podia ser mais claro.
A valorização atingida num processo exigente e competitivo representou a demonstração objetiva da oportunidade
que o novo regime regulatório criou, mas sobretudo a afirmação inequívoca do reconhecimento das capacidades e
competências da Empresa para se ajustar ao novo quadro regulatório e dele retirar os benefícios que permitiram
justificá-la.
RELATÓRIO DE GESTÃO E CONTAS ‘12
MENSAGEM DO PRESIDENTE
10